Cristal 2002, ficou na lembrança

Sabe, nestes encontros onde nos reunimos para tomar um bom vinho e bater papo, um cara me deu uma idéia. Montar um poster com rótulos de vinhos e depois fazer um quadro. Gostei da idéia! Pensei, pensei e me perguntei, porque não fazer um? Mas não queria que fosse qualquer um, não queria um quadro com rótulos de vinhos comuns, queria algo especial. Foi então que me veio a cabeça montar um só de champagnes, claro, a rainha ou deusa dos vinhos. Bebida cultuada no mundo todo e símbolo de comemorações. Sabia que ali cada rótulo teria a sua história.

Ano passado eu já havia bebido alguns champagnes top´s e ainda estava de posse das garrafas. Entre os champagnes tinha La Grand Dame, Don Perignon 1996, Krug e Cristal 2002. Comecei então a minha jornada consultando vários sites na internet para saber qual seria a melhor forma de retirar o rótulo sem danificar. Sinceramente, não achei a solução 100%, mas a que mais usavam era deixar a garrafa de molho na água e depois retirar cuidadosamente. Com as informações em mãos, comecei a minha jornada.

A primeira vítima foi a La Grand Dame da Viuve Clicquot, coloquei até um pouco de água morna que vi em um dos sites, o rótulo desbotou um pouco mas retirei inteiro.

A segunda, foi uma das minhas preferidas, a Krug. Foi com água fria mesmo, ficou de molho da noite para o dia e com muito custo consegui retirar o rótulo.

Já com alguma experiência, parti para a tão aclamada Louis Roederer Cristal 2002, esta fiz o mesmo processo da anterior. No primeiro dia o rótulo não saia, só consegui retirar a parte metálica que fica cobrindo a boca da garrafa. Deixei, um, dois, três dias e chegou então o fatídico momento.

Era uma manhã de quinta-feira, como toda semana vai uma pessoa em casa fazer a limpeza. Acabará de acordar e logo pensei na garrafa, fui correndo para tentar salvá-la e ainda estava lá. Peguei, retirei da pia e avisei a senhora, “Olha, deixa esta garrafa aqui, NÃO MEXE que depois eu quero tirar o rótulo dela”. Fui tomar um banho e me vesti para sair, quando me deparo com um fato. A garrafa estava na pia, limpa e sem rótulo.

Não sabia se ria de tanta alegria ou se ficaria preocupado, pois aquilo que eu penava por três dias ela havia conseguido em minutos. Procurei então o rótulo e não encontrei. Minha alegria já se transformava em preocupação. Hesitei, hesitei, com medo de perguntar, mas não tive escolha, perguntei! “Onde esta o rótulo da garrafa?” Então foi quando ouvi o que jamais queria ouvir… “Está no lixo” indignado perguntei… “Como? No lixo?”, e infelizmente tive a confirmação… “Sim!, Você não queria a garrafa, é tão bonita.”. Não acreditei, aquilo era demais para mim. Fui até o lixo e constatei, pedaços e pedaços de papel como se aquilo fosse de uma embalagem qualquer.

Fui trabalhar, desiludido e sem acreditar, só me restou rir para não chorar!

 

Cristal 2002 antes do massacre

tin-tin

Edição: Evandro Silva / Francisco Stredel

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